Paul Krugman e Olivier Blanchard vão integrar a Academia das Ciências de Lisboa
como sócios correspondentes estrangeiros. Propostos pela secção de Economia e
Finanças presidida por Manuel Jacinto Nunes, ocupam um lugar deixado vago por James Tobin.
A secção de Economia e Finanças da Academia pretende marcar a entrada de Krugman e Blanchard com uma
conferência, na primavera do próximo ano, sobre “os efeitos da crise financeira
global na percepção pública dos economistas, na linha da carta enviada pela
Academia Britânica à rainha de Inglaterra”.
A reunião decorreu hoje sob a presidência de Manuel Jacinto Nunes e com a
presença de José da Silva Lopes, Jorge Braga de Macedo, Manuel Porto e José
Luís Cardoso.
Os dois economistas conhecem bem Portugal. Paul Krugman,
Nobel da Economia em 2008, esteve em Portugal em finais dos anos 70 integrando
uma equipa do MIT.
Olivier Blanchard, que hoje
é economista-chefe do FMI, estudou também a economia
portuguesa e um dos seus mais recentes trabalhos, de 2006, tem como título:
“Ajustamento dentro do euro. O difícil caso de Portugal” (Adjustment
within the euro. The dificult case of Portugal).
James Tobin foi o último
sócio correspondente da secção de Economia e Finanças da Academia das Ciências
de Lisboa. Tobin esteve em Lisboa em Junho de 1980
onde recebeu também o doutoramento Honoris Causa da
Universidade Nova de Lisboa, na altura em que Alfredo de Sousa era reitor.
Nobel da Economia em 1981, pelo seu contributo no domínio das relações entre os
mercados financeiros e as decisões de despesa, emprego, produção e preços, como
se pode ler na decisão de atribuição do prémio, James
Tobin morreu em 2002. Um dos seus mais conhecidos
contributos é o designado “q de Tobin”
que corresponde, de forma simplista, ao rácio entre o valor de mercado de uma
empresa e os seus activos.